segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Language is a virus

Enquanto que o sábado foi de meninas felizes e reluzentes, amanhecendo no domingo pro dia nascer feliz... o domingo foi de contrariedade.
Já dizia Barthes: "Toda recusa de linguagem é uma morte". Foi exatamente o que aconteceu, um ápice de recusas de linguagem, de entendimentos, de proximidades.
Pena. Ao mesmo tempo que um arrependimento bateu, é importante que as coisas sigam seu ciclo de começo-meio-fim. E rápido.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Love to hate you

Copiei do Terra.

10 coisas que homens fazem e irritam as mulheres, por Claudio Pucci

O mais ferino e ácido dos jornalistas americanos, H. L. Mencken, disse que a completa masculinidade e a completa estupidez são, geralmente, indistinguíveis. (NÃO DIGA!) Se você perguntar para as moçoilas por aí, elas vão dizer o mesmo. (Hum, acho que me adiantei) Porque nós machos, carregamos no nosso DNA certas atitudes que mulher nenhuma vai compreender totalmente e assim partimos para o campo para saber delas quais são aqueles atos tão normais para a gente que deixariam até uma Madre Tereza de cabeça-quente. E em nome da boa comunicação, explicamos porque fazemos isso.

1 - Total domínio do controle remoto: zapear freneticamentre entre os canais (especialmente no caso de TV a cabo) e não deixar a moça chegar perto desta importante ferramenta tem somente um objetivo, evitar que tenhamos que assistir filmes açucarados com a Jennifer Aniston ou Sandra Bulock. E, de quebra, ver se há algum compacto de jogo de futebol na programação.
(Nenhum problema com isso. Desde que na hora do House o controle fique perfeitamente parado na minha mão, pra mim tá ótimo)

2 - Buzinar para a gostosinha na calçada: até Jerry Seinfeld já zombou desta tradição masculina se perguntando se alguma moça vai entrar no carro do cara só porque ele relou a mão na buzina. Acontece que estamos apenas consagrando a presença feminina em nossas ruas, nada relacionado com a calça apertada ou a camisa decotada que a beldade está usando.
(Isso faz com que o meu já batido "benzadeus" mereça retornar)

3 - Não pedir informações quando está perdido: quem são nossos ídolos? James Bond, Indiana Jones, Rambo, entre outros. Você já viu eles pararem a cada 100 metros para perguntar onde é o covil do vilão ou onde está o templo sagrado de Koothrappali?
(É isso. Quem tem boca vai a Roma, quem tem XY morre de fome enquanto a festa rola)

4 - Xingar o amigo quando o encontra: isso vem da tradição das sociedades secretas em manter uma saudação tradicional para que um membro reconheça o outro. O que as meninas não entendem é que quando, por exemplo, questionamos a masculinidade do amigo ao cumprimentá-lo com impropérios, estamos justamente louvando sua virilidade.
(Adoro.)

5 - Usar cantadas baratas: nenhum ser do sexo feminino consegue enxergar o lirismo e a poesia de frases como "você come rato? Porque, para mim, é uma gatinha" ou "seu pai é fazendeiro? Porque você é um chuchuzinho". Pense no grau de criatividade que a pessoa tem que ter para soltar uma dessas. É praticamente sheakespiriano.
(Shakespeariana foi a volta que Shakespeare deu no túmulo com essa aberração adjetivada do nome dele. Filhinho: se não sabe escrever, não escreva. Tenta Fernando Pessoa, que é mais fácil. Drummond não, tem dois "m" e pode complicar o meio de campo. Agora, voltando à vaca fria: algum idiota ainda usa esse tipo de abordagem?)

6 - Não praticar atos de cavalheirismo: ué, vocês não queimaram sutiã, gritaram por direitos iguais, entraram para as forças armadas? Agora aguentem!
(Tá certo. As feministas que se lixem. Eu faço questão de um mínimo de gentileza.)

7 - Transformar uma gripe em uma tragédia grega: culpem nossas mães (representante máximo do público feminino) que nos mimavam e pageavam ao menor sinal de coriza e comprovaram que quanto mais longo o gemido e mais acabada a nossa expressão facial, melhor o tratamento.
(Tá certo pt. 2, a missão. Mas como diria o filósofo Baby Sauro, "não é a mamãe!". Para cuidados maternais, voltem para a casa da mãe, ora)

8 - Vestir-se de qualquer jeito no fim de semana: de segunda a sexta-feira somos obrigados a usar terno e gravata, mesmo que esteja 40 graus à sombra (enquanto para as moças a saia está liberada) e ainda parecer limpos e elegantes o tempo todo para impressionar o chefe, os clientes, os fornecedores e os funcionários. Obviamente que aos sábados e domingos, dias para relaxar, vamos querer usar aquela camiseta da eleição para governador de 1982 e um shorts que já foi azul.
(É vero. Solidarizo-me... mas exijo um mínimo de compostura. Que a camiseta seja de 86, pelo menos)

9 - Não colocar a roupa suja para lavar ou deixar a toalha molhada em cima da cama: isso é algo que nós não compreendemos, porque quando morávamos com nossas mães, as roupas podiam ser largadas em qualquer lugar que apareciam lavadas e passadas no armário. E a toalha voltava para o banheiro sozinha.
(Preciso repetir? Baby Sauro já dizia...)

10 - Sabemos rir de nós mesmos: tudo para nós é motivo de piada e brincadeiras, seja a derrota do time de coração, o vôo que atrasou, o fora que tomou e até mesmo os péssimos hábitos que ainda insistimos em manter. Isso não é bom?
(É. E eu invejo)

Is it a crime

It may come, it may come as some surprise
But I miss you
I could see through all of your lies
But still I miss you

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

My way

Sim, cinco e meia da manhã, eu revendo velhos escritos e jogando tarô.
E me assustando.

10 de Paus
Aprendendo a lidar com pressões
O 10 de Paus como arcano conselheiro sugere que você precisará se preparar para lidar com situações de estresse que geram cansaço e tédio, Luciana. Você precisará ser forte e paciente, a fim de esperar que a fase mais densa passe, mas caso não mantenha esta firmeza moral em mente poderá ser vítima de seu próprio desânimo e botar tudo a perder. Apenas relaxe e não leve as coisas tão a sério, pois elas terão o peso que você der para elas e você poderá terminar piorando aquilo que era apenas uma brisa, transformando-a num tufão! Há momentos em que o humor é a melhor saída, em que precisamos diminuir os problemas vendo o aspecto ridículo que há neles. Se você olhar com atenção, rirá de si e os entraves perderão poder.

Conselho: Tenha paciência e humor para lidar com o estresse.

Nessun dorma

E o brainstorm aqui tá firme e forte.

Trac-trac
Weltschmerz
Homeless
Flor da pele
Azia
Dor de cabeça
Cálculo?
Down em mim
...

Minha alma

Cinco da manhã. Eu de novo em crise insone. Inferno.
Mas como sabe doer essa coisa que a gente tem por dentro...
onde é que acabam as vísceras e começa a visceralidade?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Socorro

Esse negócio está um marasmo, é bem verdade. Mas a cabeça está cheia e acabou de encher mais um pouco. Cabeça cheia, peso nos ombros, sentimento esquisito.
Uma das minhas séries favoritas terminou pra sempre. O bom e velho Plantão Médico, depois de quinze anos, acabou com três médicos do elenco do primeiro episódio participando do último. E com uma entrevista com grande parte do elenco, onde acho que tive uma ideia sobre por que é que eu gosto de séries médicas.
Elas falam de vida e de morte. Do inevitável. Das pequenas tragédias e das alegrias cotidianas. De tudo que qualquer um pode ver todos os dias.
Sei lá. Achei que ia ser mais emocionante, mas o grande glimpse da noite foi esse. Deu o que pensar.